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Slow Filme, um comestível festival de cinema

Pirenópolis vai receber em setembro a nona edição do Slow Filme, um festival internacional de cinema, alimentação e cultura local que tem como princípio promover e difundir o movimento Slow Food. Serão 4 dias de programação, quando serão apresentados 11 filmes acompanhados de degustações, oficinas e palestras. O Slow Filme completa, neste ano, 9 anos consecutivos em Pirenópolis e tem angariado muitos seguidores para este movimento.

Slow Filme, um comestível festival de cinema

O movimento Slow Food, a que o festival faz referência, nasceu na Itália e propõe uma postura contrária ao fast food. É uma proposta que não apenas se trata de comer devagar, como expressa o seu nome, mas envolve toda a cadeia produtiva, desde o plantio até a gestão dos resíduos, buscando um processo que promova o uso de produtos locais, sem agrotóxicos, de agricultura familiar, mais artesanais, distributiva e sustentável. E incentiva o convívio social em toda a sua cadeia de produção, do campo à mesa, e, por fim, o comer devagar, com gosto, um bom papo, numa roda de amigos.

Já o festival foi *criado pelas jornalistas e produtoras Gioconda Caputo e Carmem Moretzsohn, e pelo professor e crítico de cinema Sérgio Moriconi, SLOW FILME tem por princípio usar a linguagem cinematográfica para refletir sobre questões da nossa contemporaneidade. Ao longo de oito edições, o festival já refletiu sobre temas fundamentais como o desperdício de alimentos, homogeneização x identidade cultural, inclusão social.

Para a nona edição, o festival vai investigar a participação da mulher na gastronomia e refletir: por que pessoas que dominam as cozinhas e orçamentos domésticos encontram obstáculos para se afirmar como líderes de cozinhas profissionais? Três filmes irão abordar o tema da presença feminina no universo da gastronomia, a partir de diferentes aspectos. A produção francesa "À procura de mulheres chefs" registra a presença de mulheres que, nos quatro cantos do mundo, lideram cozinhas de prestigiados restaurantes, dão aulas e atuam como ativistas e sommeliers – o filme será apresentado por Ana Paula Jacques, professora do IFB - Instituto Federal de Brasília e idealizadora do food lab “Comida pra Pensar”. Ainda com o tema cozinha e gênero, SLOW FILME exibirá “Ama-san”, do Japão, sobre as mulheres que se dedicam ao mergulho no mar em apneia, para recolher moluscos, algas, pérolas que lhes garantem o sustento. E “Soufra”, coprodução Estados Unidos e Líbano, que apresenta uma empresa de food truck criada por mulheres num campo de refugiados ao sul de Beirute, oferecendo comidas tradicionais. O tema encantou a atriz Susan Sarandon, que se tornou coprodutora do filme.

O 9º SLOW FILME também fará uma homenagem à Itália, país onde surgiu o Slow Food. Para começar, o filme que recupera a história do movimento e do homem que o criou será exibido logo na abertura do festival. “Slow Food Story” apresenta a vida e o pensamento de Carlo Petrini, que revolucionou a alimentação mundial. Outra produção italiana, “Cozinheiros” promove uma viagem pelos sabores da cozinha tradicional napolitana, através da atividade de cinco importantes chefs – o filme é uma produção do movimento Slow Food Napoli. E “Lorello e Brunello” acompanha um ano na vida de dois irmãos agricultores da Toscana, mostrando as dificuldades que enfrentam com a ação das grandes corporações no mercado de alimentação. As exibições dessas três produções contaram com o apoio da Embaixada da Itália.

No programa ainda estão títulos essenciais como o georgiano Meridiano do Vinho, sobre a produção de vinhos na Geórgia (país onde estudiosos dizem ter começado a produção de vinho no mundo); o austríaco “A mentira verde”, que desmascara a atividade de empresas que se dizem sustentáveis, mostrando como ludibriam as leis e os consumidores mundo afora; o francês “A busca do chef Ducasse”, que acompanha dois anos da vida do grande chef que está em permanente atividade e criação; a produção brasileira “Atum, Farofa & Spaguetti”, com um convite a uma viagem pela riqueza e variedade da gastronomia nacional, através da vida de três chefs; e o australiano “Churrasco”, que mostra como essa comida se espalhou pelo mundo, transformando-se num ritual que une as pessoas.

Além das exibições, o festival promoverá a oficina “Comida e gênero: uma experiência sensorial”, ministrada pela antropóloga Kátia Karam, com a proposta de refletir sobre o papel das mulheres na produção de alimentos, trabalhando a memória afetiva. E contará também com a presença de representantes do Greenpeace Brasília que irão divulgar a campanha “Chega de Agrotóxicos”. Voluntários farão uma palestra, na manhã de sábado, para informar as pessoas sobre o risco do uso de agrotóxicos e dar dicas sobre as boas práticas agrícolas, que impedem a proliferação de pragas sem envenenar o solo e os consumidores.

SLOW FILME é realizado pela Objeto Sim Projetos Culturais Ltda e tem o apoio da Prefeitura de Pirenópolis, Secretaria Municipal de Cultura de Pirenópolis e UEG – Universidade Estadual de Goiás. A realização da 9ª edição está sendo possível graças à parceria com as Embaixadas da Itália, da República da Geórgia, de Portugal, da Austrália, da Áustria e da França; do Instituto Camões e do Instituto Francês, do Ateliê Filigrana, da Forneria Pireneus e dos Restaurantes Montserrat e Taki; das pousadas Tajupá, Divina Pousada, Templários, Abacateiro, Arvoredo e Ikabana; da MSound Estruturas e Eventos, da Cervejaria Santa Dica, do Convivium Pirenópolis/Slow Food e de todos os que colaboraram com a Vakinha Online.*

* Texto de divulgação. Conheça a programação do IX Slow Filme

Matéria publicada em 06/08/2018 às 15h06min.