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Conheça a Dora e os tradicionais doces e biscoitos de Pirenópolis

O que tem de melhor em viajar é conhecer coisas novas. Vindo à Pirenópolis não deixe de experimentar os tradicionais biscoitos e doces da Dora, uma doceira de mão cheia, de encher os olhos e a boca também.

Conheça a Dora e os tradicionais doces e biscoitos de Pirenópolis

A Dora Doces faz parte dessa tradição há mais de 32 anos em Pirenópolis e convidamos a proprietária para nos contar sua história de lutas e sucessos.

Dora Luzia de Oliveira é casada com José Dias Goulão e tiveram três filhas: Aline Dias Goulão; Aládia Goulão e Alexandra Oliveira Goulão Guimarães. Toda a família trabalha no negócio que começou com a mãe. Nessa entrevista ela nos conta sobre sua trajetória e a importância do turismo para a cidade.

Repórter: Como começou o Dora Doces?

Dora: As meninas eram pequenas e o marido trabalhava e precisava de dinheiro. Eu queria um serviço que gostasse de fazer. Resolvi fazer biscoitos.

Uma amiga minha, a Marisa Pacheco tinha um Fusca e quando ia para Brasília enchia o automóvel de doces e biscoitos e vendia numa repartição pública aonde trabalhava. A procura foi tão grande que a Marisa me pediu para não mais levar os biscoitos, pois estava atrapalhando o seu trabalho. A procura era grande.

As minhas filhas me ajudam desde pequenas, Aline, Aládia a caçula e Alexandra.

Eu morava onde hoje é a loja, ainda não existia, vendíamos de porta em porta os biscoitos nos saquinhos. Era tudo no saquinho. Vendíamos os biscoitos para as famílias da cidade e pousadas. A procura se intensificou. O José, meu marido, até me pediu para parar esse negócio, pois não tínhamos sossego, eu disse se ele pagasse um salário para mim, eu parava. Aí ele voltou atrás e me pediu para voltar a fazer, (risos). Hoje, a família toda trabalha no ramo, até o genro e a neta.

Antes de surgir a Loja, eu orei muito a Deus para que eu conseguisse um trabalho que não atrapalhasse eu criar minhas filhas em casa e de uma coisa que eu gostasse de fazer. E toda vida eu gostei de cozinha, de comida. Eu sou assim, eu posso estar na casa arrumando, mas quando vejo eu sempre estou na cozinha, eu não saio da cozinha (risos).

Então foi isso. Uma benção de Deus esse trabalho, coisa de muita oração. Por que daí eu fiz uma coisa que realmente gosto, não precisava sair de casa para trabalhar. E hoje, graças a Deus, tenho meus fregueses de antes de abrir a loja e estão comigo até hoje.

Repórter: Qual a visão que a senhora tem de Pirenópolis com relação às mudanças positivas e negativas, desde o início do seu negócio, até hoje e antes de se tornar uma cidade turística?

Dora: Pirenópolis melhorou muito em relação ao turismo. Por que todo mundo, do pequeno ao médio comerciante ganha seu dinheiro com o turismo. E hoje tudo que se faz tem uma serventia para alguém. Artesanato, comida, restaurante tem muito aqui. Espero que melhore mais ainda para as gerações que estão aí. Que venham mais gente para cá e façam coisas melhores aqui para atender o turismo.

Repórter: Conte-nos um caso que a senhora acha bem relevante para o sucesso da Dora Doces.

Dora: Já compraram nossos biscoitos e doces para dar de presente a uma rainha. Já chegou fregueses de todas as partes do mundo. Uma vez um norte-americano veio visitar Pirenópolis e veio a pedido de uma amiga para que me procurasse, pois queria experimentar os biscoitos muito bem falados por ela. Isso é bom para gente, pois você vê as pessoas elogiarem seu trabalho. Quando vem um freguês pela primeira vez e pergunta se um dos biscoitos são bons, logo outro freguês já responde que tudo na loja é maravilhoso. Isso é gratificante para gente. Só temos elogios.

Repórter: Qual a visão que a senhora tem de Pirenópolis daqui a vinte anos? O que precisa melhorar para o povo que vive na cidade e para o turista que vem visitar?

Dora: Eu acho que a segurança está perdendo. Aqui era muito calmo, era uma cidade que as portas podiam ficar abertas. Hoje, não podemos mais deixar. A droga está correndo muito aqui. Tinha que ter uma autoridade para tirar isso daqui. Uma cidade tão pequena e tão bonita para ter esse lado negativo dela. Acho que as autoridades tinham que olhar para isso, também alguma coisa que incentivasse o turismo a vir durante a semana. Tem mais turistas de fim de semana. Cuidar das calçadas para os turistas terem onde caminhar. Não está tendo, as calçadas estão todas ocupadas. Pra isso o turismo deixa o dinheiro, né?

Repórter: Quem mais procura seus biscoitos e quais os mais vendidos?

Dora: Eu vendo muito para as Pousadas e para fora do Estado para revender. Biscoito de queijo, canela e casadinhos são os que mais vendemos. O casadinho é o que dá mais trabalho de fazer.

Repórter: Além dos biscoitos, a senhora fabrica doces. Quais os preferidos dos consumidores?

Dora: Os doces de leite e figos são os mais consumidos, em segundo o de mamão.

Por: Herick Murad.

Entrevista realizada no dia 01 de março de 2019, Pirenópolis, Goiás.

Visite o site da Dora Doces e Biscoitos, conheça seus produtos e faça a sua encomenda.

Matéria publicada em 26/03/2019 às 11h56.

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