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A história da Igreja Matriz

O início

Primeira e maior construção religiosa do Estado de Goiás. Teve as suas obras iniciadas entre 1728 e 1732, no local que, segundo a tradição, era denominado "Buritizal". A fé e a riqueza dos aventureiros que viveram na época no auge da mineração do ouro das Minas de N. S. do Rosário fizeram que, em 1732, já fossem feitos os primeiros batismos no suntuoso monumento.

Não se sabe especificar de quem foi a iniciativa da construção e nem quem colaborou para a realização da grandiosa obra. O documento mais antigo sobre esta igreja, que se tem noticia, é um registro de batismo de 1732 (Jarbas Jaime).

A arquitetura

A matriz tem os alicerces de cantaria (pedra) e as paredes feitas de taipa de pilão (barro socado). Apenas as paredes mais altas das torres são feitas de adobe (tijolo cozido ao sol). Na parte frontal, a taipa é reforçada por uma gaiola de madeira (aroeira), externa e internamente.

A igreja foi construída de forma que, a qualquer hora do dia, o sol ilumine a sua fachada. A torre do lado do nascente foi construída em 1763. Até essa época, só existia a torre onde se encontra o sino. Em 1766, Reginaldo Fragoso de Albuquerque foi contratado para pintar o frontispício do altar-mor. Três anos mais tarde, esse altar foi recuado para aumentar o espaço da capela-mor. Este recuo foi construído com taipa de seixos.

O soalho da capela-mor, sob o qual se sepultavam pessoas ilustres da sociedade, somente foi colocado em 1758.

Em 1832 já se falava da urgência em se fazer reparos no telhado da igreja, mas nenhuma providência foi tomada. Seis anos depois (1838) ele desabou sobre a arcada do altar-mor. Em 1842 foi terminada a recuperação.

Os elementos artísiticos

Os elementos artísticos que existiam nesta igreja eram no estilo barroco, de muita simplicidade. Existiam, antes do incêndio de 2003, cinco altares, todos ornados com laminações de ouro. No arco do Cruzeiro existiam duas estátuas de anjos e um cortinado com franjas, ambos esculpidos em madeira, que datavam de 1770. No teto da capela-mor estava pintada a imagem da Nossa Senhora do Rosário, datada de 1864. Havia também um barrado azul com grandes estrelas brancas na parede da Capela-mor.

Havia, nas torres, uma pia batismal em madeira, sua pintura imitava precisamente a pedra sabão, e na torre do campanário existiam 3 sinos datados de 1803 e 1865 e um relógio de pêndulo alemão, que funcionava, datado de 1885.

Tudo foi perdido no incêndio.