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21/12/2005

Pau Terra - Qualea grandiflora

Esta árvore, que pode atingir até cerca de 5 metros de altura, é típica do Cerrado. Muito encontrada em cerrado sentido estrito e cerradão, sempre em populações numerosas. Destaca-se pela tortuosidade de seus galhos e pela casca(ritidoma) bastante fissurados e cheia de cristas sinuosas e descontínuas.

A este fenômeno de tortuosidade é dado o nome de escleromorfismo-oligotrófico. O próprio termo vaz alusão a sua causa. Esclerose=endurecimento, morfo=forma, oligo=pouco e trófico=alimento, que significa que a causa da forma esclerótica, ou seja, dura e torta e a falta de nutientes. É de certo modo uma definição ultrapassada, da época em que se considerava o cerrado uma terra pobre, sem valor. Porém não está tão longe assim da realidade, que é a seguinte: com o período da seca, ou por falta de água ou por fogo, as gemas apicais morrem, tendo que a planta, para poder crescer, brotar pelas gemas laterais, daí resultando uma espécie de zique-zaque de galhos.

Floresce, em Pirenópolis, de novembro a abril, com flores de uma só pétala de cor amarelo vivo. É polinizada por insetos, em especial as mariposas. Seu fruto é seco, deiscente, lenhoso, com 3 valvas e septo central, muito usado em artesanato. A folha larga tem uma pilosidade áspera, indicativo de plantas que acumulam alumínio, isto é, são próprias de solos com alto teor de alumínio tóxico. Por ser muito tortuosa, sua madeira é pouco utilizada, a não ser para lenha, artesanatos e pequenos objetos. Exuda uma goma que é alimento de morcegos e da fauna em geral. É planta melífera.

Veja esta planta em nosso herbário Digital

 

Matéria publicada em 21/12/2005 às 16h56min.