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17/12/2012

Guia turístico ou Guia de Turismo

Parece coisa à toa mas não é. Ouvimos muito esta confusão e isso reflete o não conhecimento do assunto sobre a diferença e importância de um guia turístico e de um guia de turismo.

Guia turístico ou Guia de Turismo
Credencial do Guia de Turismo - frente e verso

Para começar, guia turístico é feito de papel ou em formato eletrônico. Nada mais é do que uma mídia, normalmente impressa, que traz informações sobre determinado destino, atrativo ou roteiro turístico. Guia turístico é o folheto, o catálogo, o mapinha. Já o guia de turismo é feito de carne e osso. Guia de turismo é o profissional qualificado mediante curso específico e cadastro no Ministério do Turismo para o exercício de acompanhamento, orientação e transmição de informações a pessoas ou grupos em visitas a destinos ou pontos de interesse turístico. A profissão de guia de turismo é a primeira e a única profissão regulamentada por lei (Lei federal nº 8623 de 28/01/93) dentro do escopo da atividade de turismo, dada a sua importância no desenvolvimento e qualificação de um destino. Mas muita gente, até mesmo pessoas envolvidas diretamente envolvidas na atividade, como empresários, atendentes e funcionários públicos, não compreendem sua importância. Muitos pensam que o guia só presta para mostrar o caminho. E isso é o que menos importa na formação do guia.

Para se formar como guia é obrigatório a realização de cursos que variam de 496 horas a mais de 800 horas/aula. Isso porque existem várias categorias de guias, podendo ser guia regional, nacional ou até mesmo internacional. Cada guia de turismo também possui especializações em determinada área, normalmente geográfica, e de acordo com suas vocações, habilidades e conhecimentos. Podendo ser guia histórico, especializado em um determinado atrativo histórico-cultural; guia ecológico; guia cultural e assim vai, de acordo, também, com as ofertas de suas localidade ou daquele atrativo que atua. Por isso é comum que um guia nacional ao levar visitantes a um outro local que não o seu, estude sobre o destino e contrate um guia regional, local, para dar mais conteúdo e qualidade a visita.

Mas será que o guia turístico concorre com o guia de turismo? Em parte sim, uma vez que facilita ao visitante o acesso aos atrativos. Em parte, não. Mesmo com mapinhas e sinalização turísticas, quem contrata guia sabe o valor que o guia tem. Para quem vem de longe, tem pouco tempo, contratar um guia é uma excelente forma de aproveitar a viagem sem perder tempo e ir em locais mais adequado a seu perfil, tanto em nível físico como psicológico, e com segurança. O guia sabe disso e sabe também, não só pelo estudo mas pela experiência, em proporcionar o melhor passeio para o turista de acordo com seu perfil. É devido a esta habilidade que o guia de turismo é a pessoa mais indicada para elaborar roteiros e pacotes.

Daí que a qualificação de guia de turismo num determinado destino sempre foi, e deve ser, o início de todo planejamento turístico. Deste modo, formam-se pessoas com capacidade de conhecer todo o destino turístico e com a experiência, uma vez que passam horas ou mesmo dias com diversos tipos de pessoas em vários locais e roteiros diferenciados, possuem qualificação para colaborar em projetos, sugerir melhorias e formar pacotes de serviços de acordo com o segmento e público.

Em suma: num destino turístico organizado, ou para aquele que deseja ser organizado, para se ter melhor aproveitamento dos recursos, espaços e equipamentos, ainda mais em baixa temporada, quando há ociosidade da estrutura, o guia de turismo é peça chave. Junto com as agências, que são as responsáveis pela comercialização e contato com grupos específicos, o guia formula produto possíveis e vendáveis.

Mas não pensem que a coisa é fácil. Um produto turístico é um pacote de serviços que envolve vários fornecedores. Se não houver integração, bons acordos de tarifário e uma gestão que consiga fazer essa união, não se consegue criar um bom produto que seja competitivo. No caso de Pirenópolis, nós temos esse problema. Pirenópolis compete com destinos de qualidade e notoriedade muito superiores e organizados, no entanto, o custo para vir a Pirenópolis não é barato, além da baixa qualidade de sua estrutura. Isso acontece justamente pela falta de conhecimento da importância e valor dos atores da cadeia de serviços turísticos, em especial o próprio guia de turismo e as agências. Impera, em Pirenópolis, a pirataria, que corre solta na frente da igreja, a indicação de amigos, parentes, taxistas e mototaxistas para fazer a função de guia pelos próprios profissionais que atendem e trabalham nas empresas de turismo da cidade, como pousadas, lojas e restaurantes. Cabe aí, então, o entendimento do assunto.

Matéria publicada em 17/12/2012 às 17h08min.